O português nomeado para o Euro'2012 de futebol, Pedro Proença,
disse este sábado que os árbitros estão "nos limites das suas
capacidades", esperando que os responsáveis criem as condições no
sentido da profissionalização da atividade.
Pedro Proença falava no final da cerimónia de entrega das insígnias da FIFA aos
28 árbitros que este ano integram os quadros do organismo que
tutela o futebol mundial e que decorreu hoje à tarde no grande
auditório do Centro Nacional de Exposições, em Santarém, na
presença de meio milhar de pessoas.
"A questão, neste momento, é que ser amador num espetáculo
completamente profissional não oferece condições para fazer mais do
que o que fazemos", disse Pedro Proença, frisando que a questão
"não é financeira".
Pedro Proença adiantou que os árbitros em Portugal "já ganham
bastante bem", mas precisam de uma estrutura profissional para que
os seus desempenhos sejam melhores, para que possam desenvolver a
sua atividade "de outra maneira".
Cético em relação à possibilidade de a profissionalização ser
uma realidade enquanto ainda for árbitro, Proença sublinhou que
"muito mais do que a expetativa pessoal", o que interessa é a
arbitragem no seu conjunto.
"O que penso é que este passo vai ter que ser irreversível. A
questão é saber quando é que vai ser dado", afirmou.
Também o novo presidente da Federação Portuguesa de Futebol,
Fernando Gomes, reafirmou a "defesa acérrima" da arbitragem
profissional, como condição para uma dedicação "mais intensa" e uma
maior competência.
"Não digo que não vão continuar a errar", disse, frisando que,
com a profissionalização estarão criadas as condições para "errarem
menos".
Fernando Gomes assegurou que "tudo fará" para que as conclusões
do grupo que estudou as questões da arbitragem a pedido do Governo,
e que apontam "claramente no sentido da profissionalização", sejam
concretizadas, para que os árbitros "possam desempenhar melhor o
seu papel".
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