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Bruno Paixão invoca Lei 5...na suspensão do Oliveirense vs Porto  Inserido Sunday 22 November 2009 01:06

paixão, lei 5

                              

Bruno Paixão disponibilizou-se para explicar aos jornalistas a suspensão do Oliveirense-F.C. Porto, jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal. O relvado do Estádio Carlos Osório não assegurava a integridade física dos intervenientes.

«As leis do jogo são claras. Há várias razões para não se realizar o encontro, segundo a Lei 5 das Leis de jogo, mas não vou dizer qual a razão ao certo, porque é um motivo de relatório. Estou cá para cumprir as leis. A Lei 5 tem cerca de três páginas, são vários motivos para não se realizar um jogo, como disse», atirou o árbitro.

O juiz de Setúbal cumpriu o período de aquecimento, a par das duas equipas, tomando depois a decisão de adiar o encontro. «Vocês viram as condições existentes, como eu. Foi uma decisão fundamentada pela Lei 5 e tomada em consciência. A decisão foi tomada pouco antes do início do jogo porque há vários procedimentos que devem ser cumpridos», rematou sucintamente.

A Lei 5, invocada por Bruno Paixão, define o papel do árbitro no jogo. Nela está incluído um capítulo relativo a «decisões do International F.A. Board», que a dada altura diz o seguinte:

«Um árbitro (ou se for caso, um árbitro assistente ou o quarto árbitro) não pode ser considerado responsável:

- por qualquer lesão sofrida por um jogador, um dirigente ou um espectador
- por qualquer estrago material
- por qualquer prejuízo causado a uma pessoa física, a um clube, a uma companhia, a urna associação ou a qualquer outro organismo e que seja imputado ou possa ser imputado a urna decisão tornada conforme as leis do jogo ou aos processos normais requeridos para organizar um jogo, disputá-lo ou controlá-lo.

Isto refere-se a:

- uma decisão de permitir ou proibir o desenrolar do jogo em virtude da estado do terreno e dos seus acessos ou das condições meteorológicas
- uma decisão de parar o jogo definitivamente por qualquer que seja a razão

(...)
Resta-nos por isso apoiar Bruno Paixão na sua decisão e julgamos que decidiu muito bem,uma vez que é visível que o estado deplorável do terreno de jogo colocava em causa a integridade física de ambas as equipas,assim como da equipa de arbitragem.
adm
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